terça-feira, 27 de outubro de 2009

Zelaya, Celso Amorim e Eu Acredito em Duendes

É um ridículo atroz minimizara posição do Brasil no episódio da deposição do presidente de Hondurras. Há temas ainda piores para se criticar o Itamarati.

No caso de Hondurras a diplomacia americana ficou esperando para ver se a OEA e os países da América do Sul, conseguiriam dar uma solução satisfatória para o caso sem que os EUA fossem chamados a intervir. Coube ao Brasil assumir o papel de protagonista na história mas falhou miseravelmente.

Depois que o Brasil, deixando a retórica de lado, saiu na frente permitindo por 40 dias que Zelaya usasse a embaixada brasileira como quartel general de uma insurreição popular, sem o povo lhe dar bola, coube aos norte-americanos mandar uma delegação para dialogar com as duas partes e em dois dias resolverem o caso.

O fato de Zelaya não reassumir com plenos poderes faz parte da negociação que se tinha Micheleti e o povo de Hondurras de um lado e a comunidade internacional distraída ao lado de Zelaya.

Concluir que houve derrota brasileira devido ao fato de se ter assegurado as eleições e se submeter a restituição de Zelaya a um parecer do Supremo Tribunal de Hondurras e decisão do Congresso Nacional, os mesmos poderes que destituiram Zelaya da presidência é a única conclusão lógica.

Acreditar que a solução da diplomacia brasileira, que foi derrotada pelo pragmatismo norte-americano, de Zelaya reassumir o cargo com plenos poderes, processar os responsáveis pela destituição, devolver o seu tempo de governo perdidos durante o seu afastamento e não se reconhecer as eleições agora de novembro, é o mesmo que se acreditar em duendes, saci-pererê e Partido da Imprensa Golpista.

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